Eu me identifico com as causas perdidas. Primeiro, porque ninguém costuma querer uma como a minha. Segundo, porque nem eu quero. Não essa, a minha. Não essa que dança pelos salões da vida caindo em todos antes mesmo de a música acabar. De perdido em perdido se faz até uma seção, e isso já é mais do que a maioria de nós vai ter algum dia. É pelo menos a coleção de algo e, tudo bem, eu sempre quis colecionar qualquer coisa. Se é o jeito para guardar o que for, eu aceito, porque um dia a força do contra sempre se vai. Já não me guardo. A minha causa não se acolhe mais por si só. E, se quem a acolhe não quiser me incluir na sua coleção particular, eu viro só mais uma seção que não quer aprender a continuar. Como toda seção, me reparto.
Camila Costa.  (via lettres-a-paris)